domingo, 4 de setembro de 2011

Cinco

Tenho estado aqui a pensar e a remoer as saudades que tenho, e que vão crescer. Quantos metros e centimetros vou medir, quanto vou pesar, se vão ser largas ou estreitinhas... Por enquanto sei bem que vão ser imensas, tantas, tantas que não cabem sequer num abraço fechado. Razão pela qual nem me apetece abraça-lo, mas sim mandar-lhe uma carolada na cabeça. O estranho é que toda essa saudade que já sinto parece não ser assim tão pesada, ou alta, ou comprida, ou larga sequer. Parece uma pedra. Uma pedrinha pequenina. Daquelas que nos fica na sola do pé e que não nos larga ao longo do caminho. Talvez por isso doa tanto...

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